Prólogo · O Caminho do Servo
Uma missão simples
Itália, ano do Senhor de 603. Em uma pequena comunidade religiosa, Frei Eldaz recebe uma missão simples: levar uma carta lacrada ao Padre Mateus, na vila de Santa Luzia. Parte a pé, de cajado na mão, sem saber quanto tempo ficará longe de casa.
O padre rompe o lacre e lê em silêncio. A carta fala de assuntos antigos — e de documentos que convém guardar com cuidado. Na manhã seguinte, depois da missa, chega a notícia: Tomás, um peregrino hospedado na vila, partiu pela estrada do bosque e não voltou.
Pegadas fora do caminho, tochas vistas à noite, viajantes de capa escura. O que começa como a busca por um homem perdido leva Eldaz a estradas esquecidas, a ruínas tomadas pela mata e a perguntas que alguém se esforçou muito para enterrar.
Algumas coisas não foram esquecidas.
O nome
Por que In hoc signo
In hoc signo“Neste sinal”
Conta-se que, no ano de 312, antes da batalha da Ponte Mílvio, o imperador Constantino viu no céu o sinal da cruz acompanhado de uma promessa: in hoc signo vinces — “neste sinal vencerás”. Quase três séculos depois, no tempo de Eldaz, as palavras ainda correm entre monges, soldados e peregrinos.
O jogo guarda só as três primeiras. Não é uma história sobre vencer pela espada, mas sobre um sinal — e sobre o que se faz por ele. Ao longo da jornada, Eldaz vai encontrá-lo onde menos espera, gravado, escrito e escondido, e terá de descobrir quem o deixou ali, e por quê.
O protagonista
Frei Eldaz
O peregrino
Um frade de hábito gasto pela estrada, com o cordão na cintura. Fala pouco, ajuda quem encontra pelo caminho e tem o costume de abençoar quem lhe estende a mão.
O cajado
Sua única arma é o cajado de peregrino. Golpes, defesa, aparo e esquiva — e quem o vê lutar logo pergunta onde um frade aprendeu aquilo. Eldaz responde sem explicar.
A Bolsa e o Códice
Na Bolsa do Peregrino vão pão, ervas e o que se acha pelo caminho. No Códice, as pistas, os testemunhos e os documentos: o jogo guarda as pistas, mas quem tira as conclusões é você.
Os caminhos de 603
O mundo
Um mundo dividido em regiões, ligadas por estradas marcadas no chão. Vilas com seus moradores, bosques, rios e ruínas — e lugares que só se descobrem conversando, investigando e seguindo as pistas certas.
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Santa Luzia
A vila da igreja de torre alta: a praça do mercado, a hospedaria de Bento, o poço, as hortas e o riacho ao sul. Gente simples, que reconhece um forasteiro de longe.
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Bosque dos Peregrinos
A estrada a leste da vila, entre árvores altas e um velho cruzeiro de pedra. Dizem que ultimamente anda perigosa.
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Vau das Pedras
Um rio largo que só se atravessa no trecho raso, junto a uma ruína antiga.
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Estrada das Três Cruzes
A trilha velha que desce depois da horta, fechada por um portão de ferro desde que certos irmãos não voltaram.
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O Mosteiro Esquecido
Um lugar de que poucos ainda falam.
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E muito mais adiante
Estes são só os primeiros passos da estrada. Mais além há outras vilas e outros povos, montanhas, vales e caminhos subterrâneos — e segredos guardados há gerações, à espera de quem tenha coragem de segui-los.
Do jogo
Galeria
Vídeos
Como é jogar
Jogabilidade
Uma aventura de exploração vista do alto, em pixel art. Metade da jornada se resolve com o cajado; a outra metade, com paciência, atenção e boas perguntas.
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Combate com o cajado
Lutas de perto, em que cada golpe tem peso e tempo. Defender, aparar no instante certo e esquivar valem tanto quanto atacar. Saqueadores vigiam, patrulham e avisam uns aos outros; lobos e javalis não perdoam descuido.
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Investigação
Testemunhos dos moradores, pegadas, objetos esquecidos, cartas e inscrições vão para o Códice. O jogo guarda as pistas, mas quem liga uma coisa à outra — e escolhe a hipótese certa — é você.
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Exploração
Vilas, bosques, rios, cavernas e ruínas, ligados por estradas. Lugares novos aparecem no Mapa do Mundo à medida que a história os revela, e os locais de descanso servem de refúgio e de ponto de viagem.
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Mecanismos antigos
Passagens fechadas, pedras rachadas e engenhos deixados por quem viveu ali muito antes. Abri-los pede observação — e, às vezes, um bom golpe.
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A vida no caminho
Nem tudo é mistério: há moradores a ajudar, peixes a pescar, maçãs a colher e pequenos pedidos que mudam o dia de alguém. A Bolsa do Peregrino leva só o essencial.
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Uma jornada que cresce
Eldaz aprende novas habilidades ao longo da história, e elas abrem caminhos por onde antes não se passava.
Em desenvolvimento
Eldaz — In hoc signo está sendo feito agora, capítulo por capítulo. Acompanhe as novidades, os bastidores e os vídeos do jogo:
